bonec2.gifPROJETO DE PESQUISA

Maria Simone Silveira Fonseca

O PROCESSO DE INCLUSÃO DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL TOTAL NOS LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE CANOAS



1 JUSTIFICATIVA

A inclusão social surgiu como oposição à prática da exclusão, em seu sentido total, os “diferentes” eram considerados incapazes, levando assim uma vida sem grandes perspectivas. Ainda hoje, na educação existem muitas discussões referentes à inclusão das pessoas com deficiência na escola regular, pois implica numa mudança de paradigmas, causando alterações na prática educativa e desacomodando toda a comunidade escolar.

A educação de pessoas com deficiência visual, no Brasil, se realiza, prioritariamente, no sistema regular de ensino, com apoio educacional em sala de recursos e/ou com apoio de professor itinerante. Nesses espaços pedagógicos o aluno desenvolve o currículo do ensino fundamental, acrescido das complementações curriculares específicas dadas pelo professor especializado, principalmente, no que diz respeito ao desenvolvimento de um programa que propicie à pessoa com deficiência visual total (cegos) a apropriação do Sistema Braille e com deficiência visual parcial (baixa visão), o tipo ampliado.

Em 2003, ao final de uma intensa mobilização da ADEVIC - Associação dos Deficientes Visuais de Canoas e instituições co-irmãs de Deficientes Visuais, a Secretaria de Educação Especial do Ministério de Educação - MEC/SEESP - aprovou o projeto de implantação do NAPPB - Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille, encampado pela Prefeitura Municipal de Canoas. O Núcleo veio fortalecer a parceria entre ADEVIC e a Prefeitura Municipal de Canoas, facilitando o processo de inclusão do deficiente visual nas escolas, pois além de fornecer material em Braille, ampliado, adaptação em relevo e gravações aos alunos incluídos, oferece oficinas de formação aos professores da rede e realiza assessorias às escolas municipais e recebe profissionais para dar orientações sobre o atendimento a alunos com deficiência visual.

Atualmente, a informática tem desempenhado papel fundamental na sociedade, permite um melhor acesso à informação e uma melhor qualidade de vida, não sendo diferente para as pessoas com deficiência visual, pois utilizando os programas adequados, facilitam sua acessibilidade.

No turno da tarde, faço parte do corpo docente do NAPPB, localizado no Bairro Mathias Velho, em Canoas, juntamente com outros dois professores cedidos pela Prefeitura Municipal. Pela manhã, desenvolvo o trabalho de coordenação do Laboratório de Informática da Escola Municipal Barão de Mauá, no Bairro Fátima, também em Canoas.
Sabendo que a maioria dos programas e softwares educativos existentes nos Laboratórios de Informática possuem imagens e atrativos visuais, visto que a visão é o principal canal nas relações com o meio e que os programas para os deficientes visuais são pouco conhecidos pelos coordenadores, verificou-se a necessidade de um trabalho de pesquisa nas Escolas Municipais de Canoas para identificar quais as principais dificuldades no processo de inclusão dos deficientes visuais nos Laboratórios de Informática e que venha apresentar subsídios que possam auxiliar os professores neste processo.

A pesquisa será realizada com seis alunos cegos, inclusos em cinco Escolas Municipais de Canoas, sendo duas alunas, irmãs gêmeas, da Escola Municipal Ensino Fundamental Ceará, localizada na Rua São Paulo, 465, no Bairro Mathias Velho, ambas da segunda série, uma no turno da manhã e outra do turno da tarde, com oito anos de idade. Uma aluna da Escola Municipal Ensino Fundamental Santos Dumont, situada na Rua Arthur de Bernardes, 654, no Bairro Niterói, da quarta série do turno da manhã, com treze anos. Na Escola Municipal Ensino Fundamental Guajuviras, localizada na Rua 02, Quadra I, Área Verde, do Bairro Guajuviras, um aluno da sétima série, do turno da turno, com dezoito anos. Outros dois alunos da EJA - Educação de Jovens e Adultos, que estudam no turno da noite, um da Escola Municipal Ensino Fundamental Max Adolfo Oderich, do Bairro Porto Belo, Rua Professora Dona Sara, 100, da etapa cinco, com dezessete anos e outra, da Escola Municipal Ensino Fundamental João Paulo I, situada na Rua Pescador São Pedro, 525, no Bairro Santo Operário, da etapa quatro, com vinte e três anos. Este projeto de pesquisa pretende focalizar o trabalho realizado pelos professores na Coordenação dos Laboratórios de Informática, das escolas citadas, no processo de inclusão.

2 PROBLEMA

Quais as dificuldades encontradas no processo de inclusão dos alunos com deficiência visual total nos Laboratórios de Informática das Escolas Municipais de Canoas, que obstaculizem seu acesso ao computador de acordo com suas necessidades?

3 FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES

É possível que haja uma certa resistência em relação à inclusão, por parte, tanto da família e do próprio deficiente visual, quanto dos professores, pois a deficiência visual, muitas vezes, é vista como sinônimo de inferioridade e incapacidade, quando no desenvolvimento global da criança houve carência de estímulos social, cultural e afetivo pode levá-los a uma subestimação de potencialidades e capacidades e, conseqüentemente, à não aceitação da sua limitação e da utilização dos recursos disponíveis.

A desinformação sobre a Deficiência Visual por parte dos professores, com idéias ultrapassadas e estereotipadas pode causar uma certa insegurança e impossibilitar um trabalho eficaz. A inclusão só terá êxito com seu total engajamento profissional, pois este deve aceitar e entender como se dá o processo de aprendizagem do aluno cego.

Acredito que a falta de formação aos professores quanto aos programas específicos existentes, é outro fator que dificulta o processo de inclusão do aluno cego. Apesar de estar disponibilizado o Sistema Doswox, que se comunica com o usuário através de um sintetizador de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, o programa pode não estar sendo usado por falta de conhecimento.

4 OBJETIVO GERAL

− Identificar as dificuldades encontradas no processo de inclusão dos alunos com deficiência visual total nos Laboratórios de Informática das Escolas Municipais de Canoas, a fim de provocar desafios para a construção de uma proposta inclusiva que garanta a todos os alunos o acesso ao computador, adaptando-o às suas necessidades.

5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

− Constatar se ainda existe resistência ao processo de inclusão por parte do aluno, família e educadores, visto que a deficiência, muitas vezes, é vista como sinônimo de inferioridade e incapacidade, havendo uma subestimação de potencialidades e capacidades, levando-os à não-aceitação desta limitação e dos recursos adaptados necessários;
− Examinar os procedimentos utilizados na inclusão dos alunos deficientes visuais nos Laboratórios de Informática, levando em consideração que os programas que foram disponibilizados na implantação dos laboratórios são voltados para pessoas com visão;
− Analisar a formação oferecida aos professores em programas específicos à área da deficiência visual, considerando a possibilidade da utilização do Sistema Dosvox que está disponibilizado aos alunos da Rede Municipal;
− Identificar as necessidades que ainda persistem no processo de inclusão do deficiente visual nas aulas de informática, possibilitando a reflexão e a socialização de idéias, a fim de pesquisar e elaborar estratégias e subsídios que auxiliem os professores neste processo.

6 REVISÃO DA LITERATURA

6.1 A Inclusão Escolar

O processo de inclusão caracteriza-se pelo movimento feito pela sociedade a fim de adaptar-se para poder introduzir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. Trata-se de um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.
Freire (1985, p.19) afirma que:

O compromisso, próprio da existência humana, só existe no engajamento com a realidade de cujas águas os homens verdadeiramente comprometidos ficam molhados, ensopados. Somente assim o compromisso é verdadeiro. Ao experenciá-lo, num ato que necessariamente é corajoso, decidido e consciente, os homens já não se dizem neutros.

Na tentativa de incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada a partir da compreensão de que é ela que precisa ser capaz de atender às necessidades de seus membros, eliminando barreiras existentes para que as pessoas deficientes possam ter acesso aos lugares, serviços e a bens necessários ao seu desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
A inclusão, enquanto novo paradigma, alavanca a escola, que com novas implicações educativas, deverá acolher todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas e culturais. O desenvolvimento das escolas inclusivas implica modificações substanciais na prática educativa, desenvolvendo uma pedagogia centrada na criança e capaz de dar respostas as suas necessidades.
Avançando na discussão do papel da escola, da educação, e, sobretudo, da presença do professor, enquanto elo no processo ensino-aprendizagem, conduzindo a consciência da cidadania, a inclusão só terá êxito com seu total engajamento profissional, pois este deve aceitar e entender o processo de inclusão, para que este realmente possa se concretizar.
Segundo Nogueira (2001, p.120):

Para sua prática, se faz necessária uma postura aberta para tudo e para todos, aberta aos seus saberes e aos seus não-saberes. Exatamente este é o grande problema: ‘estar aberto aos seus não-saberes’. Sem a postura de humildade e reconhecimento de seus não-saberes, diante dos seus pares, o professor não se dispõe a realizar trocas com os demais especialistas.

Na tentativa de oferecer um ensino qualificado aos alunos integrados, os professores precisam adquirir novas habilidades para trabalhar com todos os alunos de diferentes contextos sociais. Sendo assim, inevitável um processo de transformação profissional, onde os professores têm a oportunidade de desenvolver suas habilidades numa atmosfera de coleguismo, colaboração e apoio de um aos outros, aprimorando continuamente seus conhecimentos.
A inclusão escolar deve ser um processo no qual haja o respeito às diferenças, onde se desvele os limites segregadores da padronização e homogeneização, no sentido de construir uma cultura na qual a diferença tenha espaço para expressar e interagir, aprendendo e ensinando, produzindo novas concepções e novos conhecimentos.

6.2 O Deficiente Visual na Escola

A visão é considerada o mais importante canal de relacionamento do indivíduo com o mundo exterior. A cegueira, a mais limitante das incapacidades físicas, foi sempre tratada, através dos séculos, com medo, superstição e ignorância. As pessoas, de um modo geral, consideram o cego como sendo extraordinariamente incapacitado fisicamente, mas possuidor de dons sobrenaturais e de percepções extra-sensoriais; são conceitos que, por transmissão cultural, inexperiência e falta de conhecimento das reais possibilidades e capacidade da pessoa deficiente visual, se acham perpetuados e dominam a imaginação do povo.
Rego (1995, p.111) estudando a contribuição de Vygotsky representa uma de suas falas "as novas teorias não valorizam a cegueira em si nem o defeito, mas a força contida nela, as fontes de sua superação nos estímulos para o desenvolvimento do ser". A compreensão dos sujeitos cegos deve iniciar-se pelo entendimento de sua deficiência básica: uma limitação perceptiva. As pessoas cegas são portadoras de uma deficiência sensorial, a ausência de visão, que as limita em suas possibilidades de apreensão do mundo externo, interferindo em seu desenvolvimento e ajustamento das situações comuns da vida, utilizando-se de meios não usuais para estabelecerem relações com o mundo dos objetos, pessoas e coisas que as cercam.
Como a visão domina praticamente todos os estágios iniciais da aprendizagem, que constituem a base para muitos dos processos intelectuais superiores, torna-se necessário fornecer-lhe uma programação sistemática de experiências, dando ênfase à aprendizagem concreta e à auto-aprendizagem.
Do ponto de vista médico e educacional, os deficientes visuais constituem um grupo dentro de um conjunto maior de indivíduos possuidores de problemas no órgão da visão, que vai desde a cegueira total até a baixa visão, pessoas com acuidade visual de 5 a 30% no melhor olho, após correção óptica.
Independentemente do grau de perda de visão e da capacidade individual de cada um de adaptação a essa perda, é aceito por todos que a ação educativa dirigida a crianças com deficiência visual deve contar com a aplicação de estratégias e técnicas específicas, bem como, apoio educacional em sala de recursos ou núcleos de apoio e com a ajuda do professor itinerante.
Segundo Martín (2003, p.269):

Será preciso, pois, que o aluno disponha de todos os recursos necessários para ter acesso ao currículo comum, já que a dificuldade dos alunos DVG não está relacionada aos conteúdos que devem ser adquiridos, mas nos meios com os quais conta o sistema educativo para ensiná-lo, podendo ocorrer o paradoxo de ter o aluno integrado fisicamente na sala de aula, mas carecendo de integração educativa propriamente dita.

A simples inclusão de alunos com deficiências em salas de aula no ensino regular não resulta em benefícios de aprendizagem, o ambiente deve proporcionar experiências e apoio educacionais adequados. Quando isto acontece, a inclusão funciona para todos os alunos com e sem deficiências, em termos de atitudes positivas, mutuamente desenvolvidas, de ganhos nas habilidades educacionais e sociais e de preparação para a vida na comunidade.
O aluno com deficiência visual, quando não possui um outro comprometimento associado, tem, normalmente, uma excelente memória auditiva e um alto nível de apreensão de informações transmitidas pelas emoções da voz. Por isso utilizam gravações em K7 e CD na educação, cultura e lazer. O grande avanço tecnológico verificado nos últimos anos vem proporcionando, também à educação especial, recursos valiosos para o processo ensino-aprendizagem, inclusive com a utilização de equipamentos de informática.

6.3 A Tecnologia na Educação do Aluno Deficiente Visual

São inúmeros os benefícios que Novas Tecnologias da Informação e Comunicação trouxeram ao nosso dia-a-dia. No que tange ao seu uso na educação, pode-se afirmar que os seus recursos estimulam os estudantes a desenvolverem habilidades intelectuais além de contribuir para que alguns mostrem mais interesse.
Brandão (1994) ressalta que o computador, enquanto instrumento auxiliar as atividades de ensino desencadeia uma série de questões a medida em que possibilita o resgate de variáveis importantes ao remodelamento da própria educação, principalmente, no que diz respeito ao repensar o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem.
O enorme avanço na área da informática tem proporcionado recursos valiosos para o do portador de deficiência visual, possibilitando mais uma ferramenta de acesso à informação e de apoio no desenvolvimento de atividades educacionais, culturais e sociais.
Para o deficiente visual, a existência desta tecnologia de baixo custo é a chave para sua utilização. Através do uso de recursos sonoros, por exemplo, um cego pode utilizar facilmente o computador, pois a maior parte de sua interação com o mundo é feita através destes meios (audição e fala). Há softwares que, com um sintetizador de voz, fazem a leitura do que aparece escrito na tela do microcomputador. No Brasil, temos alguns programas com essa tecnologia, como, por exemplo, o Dosvox, desenvolvido, Jaws e o Virtual Vision.
Segundo Borges (2002) o exemplo mais famoso no Brasil desses sistemas é o Sistema Dosvox, de baixíssimo custo comercial, utilizado em todo Brasil. O sistema realiza a comunicação com o deficiente visual através de síntese de voz em Português, podendo ser configurada para outros idiomas. Ele é compatível com a maior parte dos sintetizadores de voz existentes.
O Dosvox mantém um diálogo muito simples com o usuário, através de um conjunto de opções, facilitando muito o aprendizado e favorecendo a independência e autonomia.

7 METODOLOGIA

O referente trabalho tem sua natureza original, através de pesquisa empírica, pois será o único feito, até a presente data, nas escolas municipais de Canoas. Será realizada uma pesquisa de campo, através de visitações à ADEVIC - Associação dos Deficientes Visuais de Canoas e às cinco escolas para coleta de dados, entrevistas abertas com alunos e coordenadores, bem como, observações nos Laboratórios de Informática destes estabelecimentos de ensino.
Como faço parte do grupo docente de um dos setores da ADEVIC, terei acesso às fichas individuais destes alunos, que também são associados da entidade, e juntamente, com as informações que serão obtidas dos profissionais que realizam ou já realizaram algum tipo de atendimento a estes, coletarei dados sobre o histórico de vida de cada um, referentes às causas da deficiência, atendimentos realizados, relações estabelecidas na família e na escola, bem como, o que diz respeito ao nível de aceitação da deficiência e do processo de inclusão.
As entrevistas e observações nas escolas serão previamente agendadas. Nestes procedimentos será feita a verificação dos métodos utilizados na inclusão destes alunos e levantamento de dados referente às necessidades que ainda persistem.
A abordagem qualitativa, através da sistematização e análise, dos resultados obtidos, será apresentada por meio de transparências e gráficos à API - Assessoria das Políticas de Inclusão (Departamento da SMEC – Secretaria Municipal de Educação e Cultura), aos coordenadores dos Laboratórios de Informática de Canoas e às equipes diretivas das escolas pesquisadas, para que, possivelmente, numa etapa seguinte sirva de subsídios na construção de uma proposta de trabalho inclusiva dentro dos Laboratórios de Informática, possibilitando ao aluno deficiente visual ter o mesmo acesso à tecnologia que seus colegas, porém com as adaptações necessárias.

8 RESULTADOS ESPERADOS

Esta pesquisa tem como pretensão obter informações de como está sendo feita a inclusão deficiente visual nas aulas de informática e apresentar as dificuldades que ainda persistem neste processo. Bem como, propiciar momentos de reflexão e a socialização de idéias que auxiliem na elaboração de uma proposta pedagógica inclusivista.
O material pretende também servir de subsídio para ajudar os coordenadores dos Laboratórios de Informática na escolha de programas específicos à área da deficiência visual, assim como, despertar a atenção quanto à necessidade de um projeto de formação destes educadores ao que se refere à introdução ou aperfeiçoamento de conhecimentos quanto à utilização, principalmente, do Sistema Operacional Dosvox, o qual já está disponibilizado aos alunos da Rede Municipal.

9 CRONOGRAMA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORGES, José Antonio. Dosvox: Uma nova realidade educacional para Deficientes Visuais. Disponível em:< http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/>Acesso em: 05 abr. 2007. (2002)
BRANDÃO, E.J.R. Informática e educação: uma difícil aliança. Passo Fundo: UPF, 1994.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1985.
MARTÍN, Manuel Bueno. Deficiência Visual: Aspectos Psicoevolutivos e Educativos. São Paulo: Santos, 2003.
NOGUEIRA, Nilbo R. Pedagogia de projetos: uma jornada rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. São Paulo: Erica, 2001.
REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico cultural na educação. Petrópolis: Vozes, 1995.